quinta-feira, 31 de outubro de 2013

As Bruxas Hoje

Hoje em dia, antigas superstições como a da bruxa velha da vassoura na lua cheia já foram suavizadas, devido à maior tolerância entre religiões, sincretismo religioso e divulgação do paganismo. Gerald Gardner tem destaque nesse cenário como o pai da Religião Wicca- A Religião da Moderna Bruxaria Pagã, formada por pessoas que são Bruxos (as) mas que utilizam a "Arte dos Sábios" ou a "Antiga Religião" mesclada a práticas e conhecimentos de outras tradições. A classificação de magia como negra e branca não existe para os bruxos, pois se fundamentam nos conceitos de bem e mal, que não fazem parte de suas crenças, por isso, como costumam dizer, toda magia é cinza.
A Arte das Bruxas como era feita antes é chamada de Bruxaria Tradicional, ainda remanescendo até os dias atuais em grupos seletos, via de regra ocultos. Hoje também pode-se encontrar uma vasta quantidade de livros e sites que explicam a "Antiga Religião" mas geralmente se tratam de Wicca, pois os membros de grupos de Bruxaria Tradicional costumam preferir o ostracismo, revelando-se publicamente apenas em ocasiões especiais ou para que novos candidatos os localizem.
 
Origem: Wikipédia


É muito comum as pessoas sentirem a necessidade de dar uma virada nas suas vidas, elas sentem que algo as impulsiona para frente e para o alto, porém ao mesmo tempo se sentem confusas por onde começar o seu caminho de busca. Sentem que algo não está bem, e no seu íntimo sabem que precisam mudar algo em suas vidas. Porém a maioria das pessoas não descobrem por si mesmas, o destino traçado de suas próprias vidas, procurando assim na maioria das vezes "sábios" ou "gurus". Delegando assim a outras pessoas a responsabilidade de melhorar as suas próprias vidas.
Na verdade, todas as respostas de que necessitamos está dentro de nós mesmos, nisso consiste a busca. A busca é a senda da evolução, e é infinita, cada etapa concluída transforma-se na abertura de um novo ciclo. A busca é a ascensão consciente dessa senda pelo homem. É o fruto da constante pressão para evoluir, originada no âmago do seu ser. É eterna, pois a cada patamar abdica-se do grau de unificação alcançado para seguir rumo a novas ampliações. No decorrer da busca, o desenvolvimento da consciência vai sendo confirmado e aprofundado nas provas da vida diária. Se ocorrem quedas ou desvios, o indivíduo deve encontrar em seu interior o impulso que o erguerá e o reconduzirá.
A busca é uma espécie de sintonia, por isso devemos sintonizar a nossa alma com o Universo e com certeza, este mesmo nos mostrará o nosso verdadeiro caminho a seguir! A busca é expressão da lei do retorno, que leva todos os seres de volta à origem. Talvez nesta busca, vocês ouçam os chamados dos Deuses, e percebam que a Bruxaria é o sentido que faltava para vossas vidas. Porém para outras pessoas, talvez essa não seja a realidade e aí, outros horizontes tão maravilhosos quanto à Bruxaria com certeza se abrirão.
Assim a certa altura da trajetória, busca e buscador fundem-se em uma realidade maior e, então, a busca deixa de existir assim como é compreendida em suas etapas iniciais; permanece um movimento ascensional, unificado, da consciência individual e do cosmos.

É muito comum as pessoas sentirem a necessidade de dar uma virada nas suas vidas, elas sentem que algo as impulsiona para frente e para o alto, porém ao mesmo tempo se sentem confusas por onde começar o seu caminho de busca. Sentem que algo não está bem, e no seu íntimo sabem que precisam mudar algo em suas vidas. Porém a maioria das pessoas não descobrem por si mesmas, o destino traçado de suas próprias vidas, procurando assim na maioria das vezes "sábios" ou "gurus". Delegando assim a outras pessoas a responsabilidade de melhorar as suas próprias vidas.
Na verdade, todas as respostas de que necessitamos está dentro de nós mesmos, nisso consiste a busca. A busca é a senda da evolução, e é infinita, cada etapa concluída transforma-se na abertura de um novo ciclo. A busca é a ascensão consciente dessa senda pelo homem. É o fruto da constante pressão para evoluir, originada no âmago do seu ser. É eterna, pois a cada patamar abdica-se do grau de unificação alcançado para seguir rumo a novas ampliações. No decorrer da busca, o desenvolvimento da consciência vai sendo confirmado e aprofundado nas provas da vida diária. Se ocorrem quedas ou desvios, o indivíduo deve encontrar em seu interior o impulso que o erguerá e o reconduzirá.
A busca é uma espécie de sintonia, por isso devemos sintonizar a nossa alma com o Universo e com certeza, este mesmo nos mostrará o nosso verdadeiro caminho a seguir! A busca é expressão da lei do retorno, que leva todos os seres de volta à origem. Talvez nesta busca, vocês ouçam os chamados dos Deuses, e percebam que a Bruxaria é o sentido que faltava para vossas vidas. Porém para outras pessoas, talvez essa não seja a realidade e aí, outros horizontes tão maravilhosos quanto à Bruxaria com certeza se abrirão.
Assim a certa altura da trajetória, busca e buscador fundem-se em uma realidade maior e, então, a busca deixa de existir assim como é compreendida em suas etapas iniciais; permanece um movimento ascensional, unificado, da consciência individual e do cosmos.


FONTE: WCH
 
FOTO: Google

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Viver Melhor... depende de você!

 
A qualidade de vida depende da qualidade de suas emoções e sentimentos. Para uma vida melhor:
1- Olhe sempre para dentro, cheque seu próprio mecanismo interno;
2-Sente-se em solitude, diga para sua mente sobre a necessidade de cultivar uma atitude positiva;
3- Convença sua mente a concordar com seu novo propósito;
4- Relembre as razões para mudar de negativo para positivo, de inflexível para flexível;
5- Semeie ingredientes positivos no campo da mente e nutra-os diariamente.
 
BK Satyanarayana, Inner change for a better life,
The World Renewal, June 2012
Imagem: Google

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Equilibre sua Energia

 
Jin Shin Jyutsu é uma técnica muito eficaz!

Quando tem algum destes sintomas, pressione o dedo e conte até 50 e você vai notar o relaxamento e alívio!

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

A PERDA DOS SAPATINHOS VERMELHOS

 

" (...) a perda dos sapatos vermelhos feitos à mão representa a perda da vitalidade passional e da vida que a própria mulher projetou para si, aliadas à adoção de uma vida domesticada em excesso. Isso acaba levando à perda da percepção aguçada, que induz aos excessos, à perda do pé, a plataforma sobre a qual pousamos, nossa base, um aspecto profundo da nossa natureza instintual que sustenta a nossa liberdade.

"Os sapatinhos vermelhos" nos mostra como tem início uma deterioração e o estado a que chegamos se não tomamos qualquer iniciativa em defesa da nossa própria natureza selvagem. Que não reste dúvida, quando a mulher se esforça por intervir e combater seus próprios demônios, quaisquer que sejam eles, essa é uma guerra das mais valiosas, tanto em termos arquetípicos quanto nos da realidade consensual. Muito embora ela possa, como ocorre na história, chegar ao fundo do poço em decorrência da fome, do cativeiro, do instinto prejudicado, de escolhas destrutivas e de todo o resto, lembrem-se de que no fundo é onde ficam as raízes vivas da psique. É ali que estão os alicerces selvagens da mulher. No fundo está o melhor solo para semear e ver crescer algo de novo. Nesse sentido, chegar ao fundo do poço, embora extremamente doloroso, é chegar ao terreno de semeadura.

Apesar de que jamais desejaríamos os venenosos sapatinhos vermelhos e subsequentes definhamento para nós mesmas nem para ninguém mais, existe no seu centro ardente e destrutivo algo que mescla a ferocidade e a prudência na mulher que dançou a dança maldita, que perdeu a si mesma e à sua vida criativa, que se transportou até o inferno numa cestinha barata (ou cara) e que, mesmo assim, de algum modo se manteve fiel a uma palavra, um pensamento, uma ideia até poder fugir desses demônios por uma fresta no tempo e poder sobreviver para contar sua história.

Portanto, a mulher que perdeu o controle pela dança, que perdeu seu equilíbrio e seus pés e compreende esse estado de privação no final da história, tem um conhecimento especial e valioso. Ela é como um 'saguaro', um belo cacto gigante que sobrevive no deserto. Esses cactos podem ser perfurados por muitos tiros, podem ser entalhados, derrubados, pisoteados e ainda assim sobrevivem, ainda assim armazenam a água que dá vida, ainda assim crescem loucamente e se recuperam com o tempo. (...) "
 
Trecho do Livro "Mulheres Que Correm com os Lobos" de Clarissa Pinkola Estés - Editora Rocco
 
Imagem Google

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Por que achar um propósito na sua vida?



É hora de achar significado, liberdade, realização e satisfação na sua vida. É hora de descobrir o seu propósito.
Sem dúvida, a melhor maneira de criar um significado para sua vida é cumprir a sua mais profunda motivação interior. É sua obrigação na vida. Seu propósito é o motivo pelo qual você foi colocado neste mundo – a razão pela qual você nasceu.
E se você pudesse criar uma vida onde você pode mergulhar em fazer o que você ama o tempo todo – uma vida onde você não precisa fazer os trabalhos e obrigações que te chateia e te insatisfaz? Esta mensagem é para lhe dizer que você pode e que, descobrindo seu propósito, você vai conseguir a energia necessária para criar esta vida. Tomar a decisão de não ser como a maioria das pessoas neste mundo que estão dispostos a gastar seus dias fazendo coisas que não gostam. Cabe a você perceber que não precisa mais viver uma vida sem sentido. Você tem a opção de criar uma vida com propósito – uma vida onde você tem a energia que o leva a fazer coisas incríveis e criar um existência verdadeiramente surpreendente.
A pessoa que você é e os eventos que moldaram a sua vida no passado sempre lhe guiaram em direção ao seu propósito. Cada pessoa neste planeta está aqui por uma razão, assim como todos os eventos em sua vida aconteceram por uma razão. O mundo é proposital. Saiba que existe uma razão por trás de tudo e existe uma razão para sua vida. Não existem acidentes.
Seu propósito não precisa ser necessariamente “grande” – como o de Martin Luther King ou Ghandi. Seu propósito pode ser um pai incrível, professor, enfermeiro ou trazer alegria para as pessoas através das artes. Seu propósito é muito importante, independente do tamanho ou da escala de alcance – toda pessoa tem um papel importante a desempenhar.
Para descobrir seu propósito, você primeiro precisa descobrir o seu Eu verdadeiro e os valores fundamentais que regem sua vida. O auto-conhecimento é um conhecimento muito maior do que qualquer coisa que o dinheiro possa comprar. De fato, acredito que o auto-conhecimento é o maior patrimônio que você pode adquirir durante toda a sua vida.
Seu verdadeiro auto-conhecimento está escondido por trás da cortina de fumaça dos valores que a sociedade enraizou em todos nós. E é hora de você redescobrí-lo. Em especial para descobrir seu propósito, você precisa descobrir suas paixões, seus valores e a sua força – e então combinar essas características únicas para prestar um valioso serviço à sociedade.
Não posso enfatizar o quão importante é você redescobrí-los. Você precisa olhar no fundo do seu coração para realmente despertar o poder que existe dentro de você. Você não nasceu nesse mundo para simplesmente desejar e sonhar e não fazer nada – você nasceu para despertar sua verdadeira grandeza e brilhar sobre aqueles que têm a sorte de serem abençoados com seus dons.
Torne-se uma versão melhor de si mesmo.
Afinal de contas, a escolha é sua em permanecer nas circunstâncias atuais em que você se encontra agora, ou desenvolver o trabalho interno que vai ajudá-lo de verdade a viver uma vida maior. Se você não está feliz hoje, você não pode esperar estar feliz amanhã, ao menos que você comece a fazer algumas mudanças agora.
É fato que aqueles que alcançaram apenas um sucesso medíocre ao longo de suas vidas, são aquelas pessoas que sempre esperam pelo “momento certo” para fazer algo significativo. Na falta de coragem, estas pessoas tendem a ficar adiando e, infelizmente, nunca alcançam qualquer sucesso digno porque o “momento certo” nunca chega.
Por outro lado, as pessoas que alcançam um grande sucesso sabem que a melhor hora para agir é AGORA. É amplamente reconhecido que pessoas bem sucedidas são aquelas dispostas a fazer as coisas que as pessoas mal sucedidas se recusam a fazer. Elas não esperam as pessoas aparecerem em suas vidas para fazer as coisas acontecerem – juntam confiança e coragem para fazer as coisas acontecerem, tomando medidas no momento presente.
Ninguém pode dizer quem você é, e se você não sabe quem você é, você não pode suprir o seu grande potencial. Todos nós temos um grande potencial adormecido, mas infelizmente, a maioria de nós não estamos cientes dos nossos dons naturais. Começamos nossas vidas com confiança, amor pela vida e o desejo de fazer algo grande pelo mundo, mas conforme o tempo vai passando nossas habilidades especiais e naturais vão sendo sufocadas lentamente por nossos pais, família, professores, amigos e a sociedade que pensa saber o que é melhor para nós. Para fazer brilhar sua luz natural, você deve desprezar a pessoa que os outros querem que você seja e começar a descobrir seus valores, paixões, a força e começar incorporá-las a cada dia.
Descobrir seu propósito pode ser algo muito difícil, mas definitivamente vale a pena!
(Desconheço o autor)
 
Imagem Google

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Auto Estima


Auto-estima é a capacidade de sentirmos a vida, estando de bem com ela. É: a confiança em nosso modo de pensar e enfrentar os problemas e o direito de ser feliz precisamos ter a sensação de que somos merecedores de nossas necessidades, desejos e desfrutar os resultados de nossos esforços.
É preciso ter auto conhecimento e auto confiança.
Se um indivíduo se sente inseguro para enfrentar os problemas da vida, se não tem auto-confiança e confiança em suas próprias idéias, veremos nele uma auto-estima baixa. Ou, então, se falta ao indivíduo respeito por si mesmo, se ele se desvaloriza e não se sente merecedor de amor e respeito por parte dos outros, se acha que não tem direito à felicidade, se tem medo de expor suas idéias, vontades e necessidades, novamente veremos uma auto-estima baixa, não importa que outros atributos positivos ele venha a exibir.
Muitas vezes a auto-estima é confundida com egoísmo. Egoísta é aquela pessoa que quer o melhor, e quase sempre no sentido material, somente para si, não importando os outros. Quem possui uma auto-estima elevada, tem como conseqüência amor e estima aos outros. Ela quer o melhor para si, e para os outros também.
A auto-estima fortalece, dá energia e motivação.
Quanto maior a nossa auto-estima, mais queremos crescer, não necessariamente no sentido profissional ou financeiro, mas dentro daquilo que esperamos viver durante nossa vida... Como o emocional, criativo e espiritual. Quanto mais baixa nossa auto-estima, menos desejamos fazer e é provável que menos possamos realizar.
A pessoa com auto-estima saudável não se envergonha de dizer, "Eu estava errado".
É mais provável encontrarmos simpatia e compaixão, em pessoas com auto-estima elevada do que nas de baixa auto-estima; meu relacionamento com os outros tende a espelhar e refletir meu relacionamento comigo mesmo.
Algumas práticas para se construir uma auto-estima elevada:
1. A prática de viver conscientemente. Participar intensamente daquilo que fazemos enquanto o fazemos, buscar e estar totalmente aberto a qualquer informação, conhecimento que afirme nossos interesses, valores, metas e planos.
2. A prática da auto-aceitação. Conseguir ouvir críticas ou idéias diferentes sem nos tornarmos hostis ou competitivos.
3. A prática do senso de responsabilidade. Cada um de nós é responsável pela própria vida, pelo próprio bem-estar; que, se precisarmos da cooperação de outras pessoas para atingir nossos objetivos, devemos oferecer algo em troca; e que a pergunta não é "De quem é a culpa?", mas sempre "O que precisa ser feito?"
4. A prática da auto-afirmação. Respeitar os próprios valores e as outras pessoas.
5. A prática de viver objetivamente. Estabelecer nossos objetivos ou planos de curto e longo prazo
6. A prática da integridade pessoal. É dizer a verdade, honrar nossos compromissos e servir de exemplo dos valores que declaramos admirar; é tratar os outros de maneira justa.
7. Harmonize seu lar. Abra portas e janelas e comece uma limpeza. Faça isso em todas as dependências da casa ou escritório. Lembre-se, só fica o necessário!
8. Coma bem. Respeite os momentos das refeições. Evite falar sobre problemas. Acalme-se.
9. Preste atenção em você. Perceba os seus pensamentos os negativos e positivos. Você não é os seus pensamentos, mas eles têm uma enorme força sobre a sua vida. Se você tem mais pensamentos negativos, isto demonstra que você é uma pessoa negativa. Você pode mudar a sua vida, mudando a qualidade de seus pensamentos. Cultivando os positivos e os elevados. Quando o pensamento negativo lhe assaltar a mente, repita por sete vezes: "este pensamento não tem força sobre mim". Com o tempo você perceberá que no jardim existem rosas e espinhos e que a felicidade é!
Um presente para quem observa as rosas e a tristeza os espinhos.
10. Tenha objetivos. Materiais e espirituais. O verdadeiro Bem-Estar só é alcançado por meio dos objetivos espirituais. Procure se tornar uma pessoa mais paciente, bondosa, serena, confiável e amiga, além de humilde, aberta, sincera e simples e, principalmente, uma pessoa que tenha fé e confiança na vida.
11. Faça exercícios. Escolha um exercício que lhe agrade, caminhar, dançar e nadar são os mais recomendados. O mais difícil é tomar a decisão de começar.
12. Utilize seus talentos. Todos tem dons e talentos. Descubra quais são eles e comece a colocar em prática.
13. Medite, medite e medite. Além de terapêutica é a melhor ferramenta para o crescimento pessoal e espiritual. Cada um deve praticar da maneira que se sentir melhor. Procure um livro, um curso ou um mestre, pois vai fazer você encontrar a pessoa mais importante do mundo: você mesmo!
14. Aceite a vida. Pare já de reclamar. Volte sua mente para o que a vida oferece de bom. Ajude ao próximo, seja uma pessoa sincera, alegre e procure trabalhar com amor. Aceite sua casa e seus bens. Aceite as pessoas como elas são e, principalmente, se aceite como você é, seu corpo, sua personalidade. Mas aceitar não significa se acomodar com os problemas e dificuldades da vida. Devemos buscar a força para mudar o que podemos mudar, e a aceitação para o que não se pode ser diferente.
16. Visite a natureza. Pelo menos uma vez por mês, faça uma visita à mãe natureza. Pisar descalço na terra descarrega as energias negativas. E não se esqueça, você é parte da natureza e deve estar em harmonia com ela se quiser manter ou recuperar a qualidade de sua vida.
17. Converse com Deus. Deus está ao seu redor e, principalmente, dentro do seu coração. A melhor forma? Fica a seu critério, o importante é desejar que isso aconteça.


Sandra Marilize Mainardi
CRP 07/11444


quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Todo filho é pai da morte de seu pai

Há uma quebra na história familiar onde as idades se acumulam e se sobrepõem e a ordem natural não tem sentido: é quando o filho se torna pai de seu pai.
 É quando o pai envelhece e começa a trotear como se estivesse dentro de uma névoa. Lento, devagar, impreciso.
 É quando aquele pai que segurava com força nossa mão já não tem como se levantar sozinho. É quando aquele pai, outrora firme e instransponível, enfraquece de vez e demora o dobro da respiração para sair de seu lugar.
 É quando aquele pai, que antigamente mandava e ordenava, hoje só suspira, só geme, só procura onde é a porta e onde é a janela - tudo é corredor, tudo é longe.
 É quando aquele pai, antes disposto e trabalhador, fracassa ao tirar sua própria roupa e não lembrará de seus remédios.
 E nós, como filhos, não faremos outra coisa senão trocar de papel e aceitar que somos responsáveis por aquela vida. Aquela vida que nos gerou depende de nossa vida para morrer em paz.
 Todo filho é pai da morte de seu pai.
 Ou, quem sabe, a velhice do pai e da mãe seja curiosamente nossa última gravidez. Nosso último ensinamento. Fase para devolver os cuidados que nos foram confiados ao longo de décadas, de retribuir o amor com a amizade da escolta.
 E assim como mudamos a casa para atender nossos bebês, tapando tomadas e colocando cercadinhos, vamos alterar a rotina dos móveis para criar os nossos pais.
 Uma das primeiras transformações acontece no banheiro.
 Seremos pais de nossos pais na hora de pôr uma barra no box do chuveiro.
 A barra é emblemática. A barra é simbólica. A barra é inaugurar um cotovelo das águas.
 Porque o chuveiro, simples e refrescante, agora é um temporal para os pés idosos de nossos protetores. Não podemos abandoná-los em nenhum momento, inventaremos nossos braços nas paredes.
 A casa de quem cuida dos pais tem braços dos filhos pelas paredes. Nossos braços estarão espalhados, sob a forma de corrimões.
 Pois envelhecer é andar de mãos dadas com os objetos, envelhecer é subir escada mesmo sem degraus.
 Seremos estranhos em nossa residência. Observaremos cada detalhe com pavor e desconhecimento, com dúvida e preocupação. Seremos arquitetos, decoradores, engenheiros frustrados. Como não previmos que os pais adoecem e precisariam da gente?
 Nos arrependeremos dos sofás, das estátuas e do acesso caracol, nos arrependeremos de cada obstáculo e tapete.
 E feliz do filho que é pai de seu pai antes da morte, e triste do filho que aparece somente no enterro e não se despede um pouco por dia.
 Meu amigo José Klein acompanhou o pai até seus derradeiros minutos.
 No hospital, a enfermeira fazia a manobra da cama para a maca, buscando repor os lençóis, quando Zé gritou de sua cadeira:
 — Deixa que eu ajudo.
 Reuniu suas forças e pegou pela primeira vez seu pai no colo.
 Colocou o rosto de seu pai contra seu peito.
 Ajeitou em seus ombros o pai consumido pelo câncer: pequeno, enrugado, frágil, tremendo.
 Ficou segurando um bom tempo, um tempo equivalente à sua infância, um tempo equivalente à sua adolescência, um bom tempo, um tempo interminável.
 Embalou o pai de um lado para o outro.
 Aninhou o pai.
 Acalmou o pai.
 E apenas dizia, sussurrado:
 — Estou aqui, estou aqui, pai!
 O que um pai quer apenas ouvir no fim de sua vida é que seu filho está ali.

(por Fabrício Carpinejar - carpinejar@terra.com.br)

domingo, 20 de outubro de 2013

Convivendo com as Diversidades

Não consigo compreender como alguém pode pensar dessa maneira!
Não adianta falar – ele (a) não entende o que eu quero dizer!  
Como ele (a) pode gostar disso?!  
Ele(a) mais parece uma lesma! 
Vá ser devagar assim no inferno!!  
Às vezes penso que só eu estou certo!  

Estas e outras afirmações fazem parte de nosso cotidiano. Não é fácil reconhecer e aceitar a diversidade humana. Homens e mulheres são diferentes, pensam de maneira diferente e agem de forma diferente. Jovens e adultos são diferentes, pensam de forma diferente e agem de maneira diferente. A verdade é que todas as pessoas são diferentes e isso é simplesmente irritante e, às vezes, inaceitável para pessoas egocêntricas.  

As pessoas tem base genética diferente; formação e educação diferentes; historias de vida diferentes; cresceram e se desenvolveram em meio-ambientes diferentes. Os modelos sobre os quais construimos nossos conceitos de certo é errado também foram diferentes para cada um de nos. Os próprios conceitos de ética e mesmo moral podem ser um pouco diferentes de pessoa para pessoa. Umas mais rígidas, outras mais relativistas, etc. O fato é um só – não há duas pessoas iguais!  

Assim, temos que aprender a conviver, respeitar e até utilizar para a nossa vida – pessoal e profissional – as diferenças individuais. Uns tem mais senso de urgência e fazem as coisas rapidamente. Outros mais introspectivos, pensam mais, são mais cautelosos. Uns não tem medo de reclamar, pechinchar, exigir seus direitos e ate brigar. Falam com quem tem que falar para conseguir alguma coisa. Outros são mais introvertidos, tímidos, não tem a necessária coragem ou mesmo sentem-se ridículos ao reclamarem seus direitos ou exigirem algum beneficio pessoal. Os primeiros acharão os segundos uns bobos. Estes dizem que os primeiros são uns mal educados, egoístas, espaçosos.... Quando estamos dirigindo, todos os motoristas que estão dirigindo mais devagar a nossa frente são uns molengas, tartarugas... e todos os que nos ultrapassam são uns loucos, irresponsáveis... Não é assim mesmo?  

Pense na diversidade humana. A riqueza da sociedade esta justamente na diferença entre as pessoas. O que seria do azul, se todos gostassem do amarelo? – diz o ditado popular. E assim, na empresa, na família, na vida, tente fazer um esforço para respeitar as pessoas como elas são – diferentes de você!  (Luiz Marins)