segunda-feira, 14 de abril de 2014

Confiança Abalada


Somos dignos de confiança quando a merecemos. Como assim? Em nosso dia a dia recebemos a todo instante um voto de confiança das pessoas, partimos dela para assim, a mantermos ou a perdermos. Nós olhamos para as pessoas a princípio e acreditamos nelas até que algo aconteça que abale essa confiança.
Quando a confiança é abalada é difícil retomar ela, porque algo se quebra nesse instante. Quando mentimos para nossos pais e somos descobertos, há uma grande decepção que surge e nesse momento, o pai ou a mãe percebe que seu filho (a) já não é mais tão inocente assim e que, portanto é preciso avaliar melhor cada situação antes de confiar plenamente nele novamente.
Quando perdemos a confiança do nosso chefe, da nossa esposa ou do nosso marido, dos nossos pais ou dos nossos filhos, dos nossos amigos ou dos nossos colegas de trabalho, entre outros, a desconfiança se instala o que gera uma relação tensa. É triste não poder confiar em alguém que disse que iria manter em segredo algo íntimo seu... É desconfortável viver com alguém que mente, até mesmo para si mesmo... É complicado administrar uma relação onde não há mais confiança de um dos lados...
Uma vez quebrada a confiança é difícil reparar ela se não houver o perdão de coração, porque a tendência é sempre duvidar dessa pessoa. Para a pessoa que perdeu a confiança em si depositada, fica a percepção do ocorrido somente quando surge o seu amadurecimento, do quanto ela está fazendo mal para si mesma ao mentir, ao omitir algo das outras pessoas. Quando ela se dá por conta, desperta, o sentimento de vergonha é grande e a busca pela reparação se torna iminente...
Reconquistar a confiança de alguém que você perdeu nem sempre é possível, depende do tamanho do estrago feito pelas suas atitudes. Porém, quando o arrependimento é sincero, pode levar muito tempo, mas se busca com paciência e tolerância o perdão dessa pessoa. Então entenda, se você está nessa situação, que a confiança depositada em cima de você foi traída, seja pelo que foi dito, pelo que foi feito, pelo que foi omitido... Aceitar que você “pisou na bola” é um bom início para retomar o caminho de merecer ter a confiança das pessoas. Tenha paciência com elas, foi você mesmo que gerou essa desconfiança... Foi você que abusou dos bons sentimentos dela em relação a você...
Assumir seus erros e conscientizar-se das consequências deles permite que se perceba o tamanho e o alcance do estrago feito. A má fama de alguém normalmente está ligada a isso... Seja pelo lado de quem denigre (e aí esse alguém é descoberto e perde a confiança), ou porque não merece a confiança os demais passam a ser alertados para também não dar créditos a essa pessoa. Trata-se de um jogo de dominós, onde derrubada a primeira peça, as demais caem em seguida, uma atrás da outra...
Quando estamos diante de uma pessoa que abalou nossa confiança, seja porque que motivo for, e que percebeu seu erro temos dois caminhos: aceitamos sua falha e a perdoamos de coração ou decidimos nos afastar dela. Há níveis de perdão, o 1º nível você nem quer ver essa pessoa, mas com o passar do tempo, você consegue novamente ver nela boas intenções... Pode demorar muito tempo, mas é necessário da nossa parte que haja uma busca pelo perdão, se o que aconteceu se transformou em mágoa e rancor. Esses sentimentos somente fazem mal a nós mesmos, ninguém mais.
Somente com compaixão podemos encarar nosso próximo e com carinho perceber o melhor para aquela situação: falar ou calar, afastar-se ou dar um crédito de confiança a mais, perdoar ou ressentir-se... Uma coisa é fato, enquanto a pessoa não se dá por conta do mal que está fazendo (em especial a si mesma) ela tende a ser extremamente nociva a todos que estão por perto dela. Cautela nesses momentos é fundamental, prevenir-se sempre é uma boa escolha e atitudes precisam ser tomadas por conta disso... E, quando a pessoa despertar para o que ela fez, olhe nos olhos dela e perceba se isso é do fundo do seu coração, se o seu arrependimento é sincero... Do contrário, pode ser que ela esteja novamente, manipulando você e traindo assim a sua confiança, de novo! Nessa hora, afastar-se é uma boa opção, para que você aceite o momento dela e possa seguir em frente no seu caminho... Saber distinguir quando é hora de novamente dar um voto de confiança é fundamental, porque essa pessoa pode sim, se arrepender profundamente do que ela fez e buscar a sua libertação do passado através de um voto de confiança seu. Pense nisso!
 
Aline Elisângela Schulz
(Retirado do site: http://www.luzdaserra.com.br/)
Imagem: Google

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Conflitos: Você sabe administrá-los?

Viver em sociedade de maneira harmoniosa não é tarefa simples, visto que convivemos com pessoas que têm ideias e comportamentos diferentes dos nossos e essas diferenças estão diretamente ligadas ao meio social em que crescemos. Cultura, crenças e valores que nos foram transmitidos é que o define em parte nossa personalidade e aprender a lidar com os conflitos que essas diferenças causam é essencial para manter relacionamentos saudáveis tanto para vida profissional quanto pessoal.
No ambiente de trabalho saber administrar os conflitos e entender que eles também podem trazer benefícios é fundamental no momento de avaliar as opiniões que são relevantes ou não a empresa. Discussões baseadas em estresse, interesses pessoais, inveja, ansiedade e fofocas não contribuem em nada para o desenvolvimento das pessoas envolvidas principalmente se estão relacionadas também com assuntos pessoais, o que de certo modo afeta as pessoas ao redor. Nesse momento cabe ao líder identificar as causas dos conflitos, ouvir as partes envolvidas, buscar soluções e não culpados, negociar com os colaboradores zelando assim por um ambiente de trabalho positivo.
Por outro lado existem aqueles conflitos que agregam valores aos projetos e até mesmo as pessoas. Não há mal algum em discordar da opinião do próximo, questionar, debater assuntos e ideias desde que isso não se torne uma competição, onde um quer provar ao outro que esta certo. Conflitos saudáveis podem contribuir para o desenvolvimento da empresa, pois levanta discussões que inspiram novas ideias e soluções, desenvolvendo nos colaboradores a habilidade de lidar com situações delicadas e divergentes.
Saber ouvir, aceitar que nem todos pensam como você é indispensável no momento da negociação. Aprenda a aceitar seus erros, ao contrário do que muitos pensam essa atitude não te diminui perante aos outros, causa respeito por demonstrar que você tem consciência que assim como qualquer ser humano está sujeito a erros. Mantenha a calma, trabalhe a assertividade e procure soluções que possam trazer benefícios para todos os envolvidos.
Conflitos são inevitáveis e na sua maioria imprevisíveis, por isso esteja preparado para enfrentá-los da maneira mais assertiva possível.

Natália de Andrade
(Retirado do site: http://essenciacao.wordpress.com/)

quinta-feira, 3 de abril de 2014

As Drogas e Suas Implicações Espirituais

Um dos problemas mais graves da sociedade humana, na atualidade, é o consumo indiscriminado, e cada vez mais crescente, das drogas, por parte não só dos adultos, mas também dos jovens e, lamentavelmente, até das crianças, principalmente nos centros urbanos das grandes cidades.
A situação é tão preocupante, que cientistas de várias partes do Planeta, reunidos, chegaram à seguinte conclusão: "Os viciados em drogas de hoje podem não só estar pondo em risco seu próprio corpo e sua mente, mas fazendo uma espécie de roleta genética, ao projetar sombras sobre os seus filhos e netos ainda não nascidos.”
Diante de tal flagelo e de suas terríveis consequências, não poderia o Espiritismo, Doutrina comprometida com o crescimento integral da criatura humana na sua dimensão espírito-matéria, deixar de se associar àqueles segmentos da sociedade que trabalham pela preservação da vida e dos seus ideais superiores, em seus esforços de erradicação de tão terrível ameaça.
O efeito destruidor das drogas é tão intenso que extrapola os limites do organismo físico da criatura humana, alcançando e comprometendo, substancialmente, o equilíbrio e a própria saúde do seu corpo perispiritual. Tal situação, somada àquelas de natureza fisiológica, psíquica e espiritual, principalmente as relacionadas com as vinculações a entidades desencarnadas em desalinho, respondem, indubitavelmente, pelos sofrimentos, enfermidades e desajustes emocionais e sociais a que vemos submetidos os viciados em drogas.
Em instantes tão preocupantes da caminhada evolutiva do ser humano em nosso planeta, cabe a nós, espíritas, não só difundir as informações antidrogas que nos chegam do plano espiritual benfeitor que nos assiste, mas, acima de tudo, atender aos apelos velados que esses amigos espirituais nos enviam, com seus informes e relatos contrários ao uso indiscriminado das drogas, no sentido de envidarmos esforços mais concentrados e específicos no combate às drogas, quer no seu aspecto preventivo, quer no de assistência aos já atingidos pelo mal.
A Ação das Drogas no Perispírito
Revela-nos a ciência médica que a droga, ao penetrar no organismo físico do viciado, atinge o aparelho circulatório, o sangue, o sistema respiratório, o cérebro e as células, principalmente as neuronais.
Na obra "Missionários da Luz" - André Luiz (pág. 221 - Edição FEB), lemos: "O corpo perispiritual, que dá forma aos elementos celulares, está fortemente radicado no sangue. O sangue é elemento básico de equilíbrio do corpo perispiritual." Em "Evolução em dois Mundos", o mesmo autor espiritual revela-nos que os neurônios guardam relação íntima com o perispírito.
Comparando as informações dessas obras com as da ciência médica, conclui-se que a agressão das drogas ao sangue e às células neuronais também refletirá nas regiões correlatas do corpo perispiritual, em forma de lesões e deformações consideráveis que, em alguns casos, podem chegar até a comprometer a própria aparência humana do perispírito. Tal violência concorre até mesmo para o surgimento de um acentuado desequilíbrio do Espírito, uma vez que "o perispírito funciona, em relação a esse, como uma espécie de filtro na dosagem e adaptação das energias espirituais junto ao corpo físico e vice-versa.
Por vezes o consumo das drogas se faz tão excessivo, que as energias, oriundas do perispírito para o corpo físico, são bloqueadas no seu curso e retornam aos centros de força.

A Ação dos Espíritos Inferiores Junto ao Viciado
Esta ação pode ser percebida através das alterações no comportamento do viciado, dos danos adicionais ao seu organismo perispiritual, já tão agredido pelas drogas, e das consequências futuras e penosas que experimentará quando estiver na condição de espírito desencarnado, vinculado a regiões espirituais inferiores.
Sabemos que, após a desencarnação, o Espírito guarda, por certo tempo, que pode ser longo ou curto, seus condicionamentos, tendências e vícios de encarnado. O Espírito de um viciado em drogas, por exemplo, em face do estado de dependência a que ainda se acha submetido, no outro lado da vida, sente o desejo e a necessidade de consumir a droga. Somente a forma de satisfazer seu desejo é que varia, já que a condição de desencarnado não lhe permite proceder como quando na carne. Como Espírito precisará vincular-se à mente de um viciado, de início, para transmitir-lhe seus anseios de consumo da droga, posteriormente, para saciar sua necessidade, valendo-se para tal do recurso da vampirização das emanações tóxicas impregnadas no perispírito do viciado, ou da inalação dessas mesmas emanações quando a droga estiver sendo consumida.
“ O Espírito de um viciado em drogas, em face do estado de dependência a que se acha submetido, no outro lado da vida, sente o desejo e a necessidade de consumir a droga."
Essa sobrecarga mental, indevida, afeta tão seriamente o cérebro, a ponto de ter suas funções alteradas, com consequente queda no rendimento físico, intelectual e emocional do viciado. Segundo Emmanuel, "o viciado, ao alimentar o vício dessas entidades que a ele se apegam, para usufruir das mesmas inalações inebriantes, através de um processo de simbiose em níveis vibratórios, coleta em seu prejuízo as impregnações fluídicas maléficas daquelas, tornando-se enfermiço, triste, grosseiro, infeliz, preso à vontade de entidades inferiores, sem o domínio da consciência dos seus verdadeiros desejos".

Contribuição do Centro Espírita no trabalho antidrogas desenvolvido pelos Benfeitores Espirituais
A Casa Espírita, como Pronto-Socorro espiritual, muito pode contribuir com os Espíritos Superiores, no trabalho de prevenção e auxílio às vítimas das drogas nos dois lados da vida.
Com certeza, essa contribuição poderia ocorrer através de medidas que, no dia-a-dia da Instituição, ensejassem:
a. Um incentivo cada vez mais constante às atividades de evangelização da infância e da juventude, principalmente com sua implantação, caso a Instituição ainda não tenha implantado.
b. Estimular seus frequentadores, em particular a família do viciado em tratamento, à prática do Evangelho no Lar. Essas pequenas reuniões, quando realizadas com o devido envolvimento e sinceridade de propósitos, são fontes sublimes de socorro às entidades sofredoras, além, naturalmente, de concorrer para o estreitamento dos laços afetivos familiares, o que decerto estimulará o viciado, por exemplo, a perseverar no seu propósito de libertar-se das drogas ou a dar o primeiro passo nesse sentido.
c. Preparar devidamente seu corpo mediúnico para o sublime exercício da mediunidade com Jesus, condição essencial ao socorro às vítimas das drogas, até mesmos as desencarnadas.
d. No diálogo fraterno com o viciado e seus familiares, sejam-lhes colocados à disposição os recursos socorristas do tratamento espiritual: passe, desobsessão, água fluidificada e reforma íntima.
e. Criar, no trabalho assistencial da Casa, uma atividade que enseje o diálogo, a orientação, o acompanhamento e o esclarecimento, como fundamentação doutrinária, ao viciado e a seus familiares.
Conclusão
Diante dos fatos e dos acontecimentos que estão a envolver a criatura humana, enredada no vício das drogas, geradoras de tantas misérias morais, sociais, suicídios e loucuras, nós, espíritas, não podemos deixar de considerar essa realidade, nem tampouco deixar de concorrer para a erradicação desse terrível flagelo que hoje assola a Humanidade. Nesse sentido, urge que intensifiquemos e aprimoremos cada vez mais as ações de ordem preventiva e terapêutica, já em curso em nossas Instituições, e que, também, criemos outros mecanismos de ação mais específicos nesse campo, sempre em sintonia com os ensinamentos do Espiritismo e seu propósito de bem concorrer para a ascensão espiritual da criatura humana às faixas superiores da vida.
Recebido via e-mail do Grupo de Apometria Amor e Caridade (GAAC)
 

(Texto Retirado da Revista Espírita Reformador – Março/98)

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quarta-feira, 2 de abril de 2014

Justiça




 
Hoje venho vos falar daquele sentimento que nem sempre possuímos. Ele é sempre guarnecido de paz. Mas, só é possível quando se faz de dentro para fora. Só tem efeito quando fazemos com a alma, expressando a verdade interior de cada um.
Justiça, esse sentimento que oprime, parece que não existe se olharmos em tão somente uma direção. Cada um tem seu senso de justiça e o fazem de sua forma.
Mas, será que fazemos mesmo justiça? O que é a justiça segundo nossa óptica? Seria dar o dinheiro que se deve de quem se empresta? Seria dar oportunidade aos que esperam? Seria dar e obter vantagens? O que seria? O que é justo se dar? Será que dando o que se pede, se faz justiça?
A vida nos traz muitas oportunidades de justiça, mas, por nosso desgoverno, fazemos a justiça com nossas próprias mãos. Mas, será que assim fazemos justiça? Quem se julga digno de fazer justiça?
Nossa justiça é falha. No fundo fazemos a justiça apenas com o que temos. Pensamos e achamos que fazemos justiça. O que é justiça de fato? Onde se encontra verdadeiramente a justiça?
Não sabemos. Não temos a distância e a dimensão corretas, sob todos os ângulos, para enxergarmos a verdadeira justiça. Mas, regra geral, nós não temos o alcance de justiça. Não sabemos a quem fazer justiça. Essa é uma palavra muito além de nossa compreensão, muito além de nosso alcance.
Quando clamamos por justiça, fazemos do nosso entendimento, limitado às razões que nos acercam. Não atingem o cerne das questões. Quando julgamos que vamos fazer justiça? Quando vemos que alguém sofre injustiças.
Mas, o que é injusto? De novo nossa óptica deturpa o senso de justo e injusto. Nossa mente age segundo nossos conceitos e, então, que justiças fizeram?
É interessante observar que entre vós não há consenso de justiça. Cada um pensa a justiça da forma que lhe convém e, então, que justiça é essa que fazemos se não há coerência?
A verdadeira justiça, meus amigos, vem do Alto. Não se assemelha nem se limita ao mundo pequeno e limitado dos homens. Ela abrange e alcança as raias do infinito. Libera a energia do sentimento perfeito, que dá a sensação do objetivo alcançado.
Quando ela chega, traz a todos a sensibilidade da paz e a compreensão de que tudo foi ao seu devido lugar. Não deixa dúvidas. Não pede conselhos. Não traz desarmonia.
A Justiça Divina é indiscutível e absolutamente correta. Não busca agradar aos corações enraivecidos. Não enternece aos corações fragilizados, simplesmente faz Justiça.
Simplesmente eleva ao inacessível sua decisão. Quando a Justiça Divina age, não paira no ar dúvida alguma de que se realizou o que devia. O que tinha que ser feito. Ela é fantástica porque não permite, nem admite correções. Simplesmente é perfeita. Perfeita, porque abraça todas as possibilidades de entendimento e compreensão. Porque quando vem, simplesmente chega, determina e faz.
Isto é o grande mistério do Pai. Alcançar o inalcançável. Dissolver o insolúvel. Arrebatar o desviado ou desvirtuado. Reconhecer o menosprezado. Compensar as perdas. Trazer de volta os desperdícios. Equilibrar as coisas que estavam fora do lugar. Depois de tudo, enfim, a sensação de Justiça.
Isso é Divino. Memorado todos os dias em nossos atos, nossas escolhas, nossas compreensões, nossos desejos. Trazido na fé, nas nossas decisões, atitudes e realizações.
O Pai permite que sejamos justos, mas, não permite que façamos justiça com nossas próprias mãos.
Quando pensares em fazer justiça, pensai primeiro no Pai. É D’Ele que vem a Justiça e D’Ele que emana todos nossos direitos e todos nossos deveres. Não busqueis por vós. Sempre D’Ele. Por Ele em Jesus.
Meu abraço fraterno a todos. Fiquem na paz do Senhor.
MARIA DE ANGELIS (espírito)
 
Em 20/03/2012 – Médium: Maria Terezinha Batistela
No  G.A.A.C. - Campinas/SP