sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Enxugando Gelo

Às vezes me pego enxugando gelo.
Sabe aquela situação que teimamos em manter sempre achando que haverá uma mudança ou uma saída que nunca chega?
Amamos ficar presos a pessoas e situações, agarrados igual a uma âncora e afundando em águas profundas e escuras.
Falta ar, morremos asfixiados em possibilidades nunca concretizadas, afogados em supostas chances de felicidade.
Quem quer ser feliz não fica preso a nada e nem a ninguém, se liberta de imposições, de clausuras emocionais, de situações sufocantes.
Quem quer ser feliz se joga no mundo sem medo, adquire asas para voar a seu bel prazer, não fica amarrado em supostas convenções ou fatos que alguém ou a sociedade determina.
Quem quer ser feliz assina a sua própria história, escrevendo cada capítulo com cenas cheias de vida, todos os espaços completos, cada linha com significado e força.
Força vital, plena, dinâmica, visceral.
Toda situação tem seu tempo e prazo, início, meio e fim.
Saber identificar cada momento e respeitar o limite e o instante final é sabedoria que somente aqueles que sabem se lançar no mundo são capazes de entender e codificar.
Do fim surge um novo começo e daí por diante.
O fim é apenas a entrada em um novo capítulo, em uma nova estrada, em uma nova porta.
Tantas vezes já enxuguei gelo, preso a idéias estagnadas, pessoas que teimava em modificar, fatos que insistia em alimentar mesmo me causando dor e sofrimento.
Chega, chega mesmo, o gelo que derreta sozinho, porque eu estou indo nessa nave louca e linda chamada vida.
Fábio Figueiredo

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