Qual o seu Plano de Vida?
Já pensou no trabalho que dá arrumar a vida em um
novo ano? Porque mudar é uma função: requer fazer ajustes, organizar-se.
É impressionante como a gente se acostuma com a
rotina, com as coisas que vivemos. E que muitas vezes não são boas. Mesmo
assim, quantas pessoas têm medo de mudar, de romper com um ciclo vicioso e
negativo. Ninguém quer coisas ruins, mas poucos enfrentam as complicações de
uma mudança de peito aberto. Assim, casamentos falidos se eternizam, empregos
infelizes se prologam, situações de profundo desconforto não terminam. Tudo
porque não enfrentamos nossos medos.
Por que agir assim, se nos amamos? Por que ter medo
de mudar, de ousar, de viver o novo?
Parece que algumas pessoas querem preservar os
sonhos, deixar aquelas coisas lindas que imaginaram para si mesmas guardadas em
sua mente, em sua imaginação, criando para si coragem, mas que não fazem parte
da vida real. Um mundo de avatares, como nos filmes.
Mas e a realidade como fica?
Por que ver o nosso dia a dia como algo sem graça?
Por que não enfrentar o medo de agir, de errar, de mudar?
É assim que passam os anos daqueles que sonham
mudar, mas não mudam. É assim que as crianças crescem, que os casamentos se
prolongam, que os empregos são empurrados com a barriga, sem alegria, sem
sentimento de realização e felicidade. As pessoas que não ousam, não escutam a
voz do coração, perdem o contato interior e a auto estima.
Erroneamente, acredita-se que a auto estima é
impulsionada por fatores externos, com respostas de felicidade que o mundo
orienta, mas isso não é tudo. Auto estima nasce de ouvir a voz do coração e
seguir impulsos da alma. Sabe aquele sentimento que vibra em você dizendo: 'não
acredite nessa pessoa' ou 'siga, diga o que você pensa' ou ainda: 'vá siga em
frente, faça esse curso'.
Todos nós temos impulso interior e sentimentos que
sinalizam coisas boas e ruins. Mas muitos deixaram de se conectar com esse instinto
e não se ouvem mais.
Observe: já aconteceu de você se programar para
fazer alguma coisa e se encontrar com alguém e dar uma dor de barriga, ou de
entrar num lugar e sentir algo ruim?... Pois bem, precisamos nos permitir
ouvir, sentir esses impulsos. Precisamos dar espaço à nossa sensibilidade.
Porque essas forças aprisionadas dentro de nós por medo, por necessidade de
adequação às demandas do mundo, muitas vezes inibem nossa sensibilidade e pode
se tornar uma grande trava; inclusive, motivo de doenças psicossomáticas que,
se evoluírem, causarão doenças bem sérias. Tudo isso porque nos recusamos a nos
ouvir. A alma, então, faz esse grito interior.
Para evitar um mal maior, ouça seu coração. Porque
ainda que o Espírito seja eterno, a consciência indissolúvel, a vida na
matéria, neste corpo é uma só, precisamos nos respeitar e aproveitar cada
momento para aprender e realizar nossos propósitos.
Se você quer mudar algo na sua via, mude. Use o bom
senso, o amor como filtro de suas atitudes, mas não perca a conexão com a sua
alma, com a sua verdade interior, com as forças maiores que vibram em você.
Somente assim você realizará o plano divino para o seu destino e será mais
feliz.
Maria Sílvia Orlovas
Imagem: Google

Nenhum comentário:
Postar um comentário