Os
estudos psicológicos no Mundo dos Espíritos à luz do Espírito Imortal
deixam claras quais são as três ilusões mais presentes no processo de
integração entre o luminoso e o sombrio dentro de nós e que costumam
transformar o nosso amor em sofrimento.
A (1ª) primeira ilusão é acreditar que nosso amor é capaz de modificar quem nós amamos.
Não modificamos ninguém e ninguém
é capaz de nos modificar se não houver identificação de propósitos e decisão
pessoal de mudança. Só mesmo a prepotência pode advogar a ideia de
transformação contra a vontade de alguém
e intoxicar o amor com raiva e amargura. É essa prepotência que gera a
insanidade de acreditar que podemos salvar até quem não quer ser salvo, levando
pais, mães, maridos, esposas e famílias inteiras à dor da culpa e da
impotência. O nosso amor não será suficiente para resolver problemas, que o
outro tem de resolver, e isso somente se ele quiser. O que de fato realiza as
mudanças verdadeiras chama-se responsabilidade pessoal.
A (2ª) segunda ilusão é acreditar que somos responsáveis pelas escolhas de quem
amamos.
Quando amamos legitimamente,
reforçamos os aspectos saudáveis de quem amamos e não ficamos tentando
controlar a vida deles para que não adotem condutas destrutivas. Quando nos
sentimos responsáveis pelas escolhas alheias, dispostos a fazer todo
sacrifício, como se isso fosse amor, abandonamo-nos e tiramos nossas forças,
nossa motivação e nossa lucidez. Em uma relação de amor legítimo não há
autoabandono. Quando isso ocorre, existe sacrifício, e o sacrifício traz a
mágoa, as expectativas e as cobranças. Dor na relação é indício de que há
necessidade de um aprendizado da parte de quem sofre. Quando você impede alguém
de fazer escolhas, ele não aprende e ainda interpreta isso como uma mensagem
subjetiva de que não acreditamos em sua competência. O aprendizado só será
feito quando o outro tiver auto responsabilidade.
A (3ª) terceira é acreditar que amar é creditar à pessoa amada uma importância maior do que a nós próprios.
É uma atitude de autoabandono que
é a origem da depressão. A lei da natureza nos prepara para a auto-suficiência,
e, mesmo havendo a lei de sociedade na qual nos amparamos mutuamente e
cooperamos uns com os outros, fomos dotados de recursos auto-imunizadores para
sobreviver independentemente do amor alheio. Se
colocamos alguém como a pessoa mais importante da nossa existência,
estamos na contramão da evolução e corremos um enorme risco de nos abandonar
para cuidar de quem supomos ser mais importante.
Isso tem muito a ver com egoísmo
do que com amor. Quando damos importância superlativa ao outro, estamos, em
verdade, tentando nos realizar no outro, nos sentimos importantes tentando
mudar o outro ou fazer algo de bom ao outro para nos sentirmos com algum valor.
Essa é uma atitude nociva e que reflete a baixa autoestima e a educação que
muitos de nós recebemos para agradar os outros se quisermos ser amados.
Essas três ilusões sombrias, quando iluminadas
pelo ensino de Jesus de amar ao próximo como a ti mesmo, alinham-se com as leis
universais de sabedoria e equilíbrio, colocando-nos a caminho da cura pessoal.
Ermance Dufaux e Wanderley Oliveira (EMOÇÕES QUE CURAM)
Ermance Dufaux e Wanderley Oliveira (EMOÇÕES QUE CURAM)
Imagem: Google

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