terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Três Ilusões Sombrias



Os  estudos psicológicos no Mundo dos Espíritos à luz do Espírito Imortal deixam claras quais são as três ilusões mais presentes no processo de integração entre o luminoso e o sombrio dentro de nós e que costumam transformar o nosso amor em sofrimento.
 
A (1ª) primeira ilusão é acreditar que nosso amor é capaz de modificar quem nós amamos.
Não modificamos ninguém e ninguém é capaz de nos modificar se não houver identificação de propósitos e decisão pessoal de mudança. Só mesmo a prepotência pode advogar a ideia de transformação contra  a vontade de alguém e intoxicar o amor com raiva e amargura. É essa prepotência que gera a insanidade de acreditar que podemos salvar até quem não quer ser salvo, levando pais, mães, maridos, esposas e famílias inteiras à dor da culpa e da impotência. O nosso amor não será suficiente para resolver problemas, que o outro tem de resolver, e isso somente se ele quiser. O que de fato realiza as mudanças verdadeiras chama-se responsabilidade pessoal.
 
A (2ª) segunda ilusão é acreditar que somos responsáveis pelas escolhas de quem amamos.
Quando amamos legitimamente, reforçamos os aspectos saudáveis de quem amamos e não ficamos tentando controlar a vida deles para que não adotem condutas destrutivas. Quando nos sentimos responsáveis pelas escolhas alheias, dispostos a fazer todo sacrifício, como se isso fosse amor, abandonamo-nos e tiramos nossas forças, nossa motivação e nossa lucidez. Em uma relação de amor legítimo não há autoabandono. Quando isso ocorre, existe sacrifício, e o sacrifício traz a mágoa, as expectativas e as cobranças. Dor na relação é indício de que há necessidade de um aprendizado da parte de quem sofre. Quando você impede alguém de fazer escolhas, ele não aprende e ainda interpreta isso como uma mensagem subjetiva de que não acreditamos em sua competência. O aprendizado só será feito quando o outro tiver auto responsabilidade.
 
A (3ª) terceira é acreditar que amar é creditar à pessoa amada uma importância maior do que a nós próprios.

É uma atitude de autoabandono que é a origem da depressão. A lei da natureza nos prepara para a auto-suficiência, e, mesmo havendo a lei de sociedade na qual nos amparamos mutuamente e cooperamos uns com os outros, fomos dotados de recursos auto-imunizadores para sobreviver independentemente do amor alheio. Se  colocamos alguém como a pessoa mais importante da nossa existência, estamos na contramão da evolução e corremos um enorme risco de nos abandonar para cuidar de quem supomos ser mais importante.
Isso tem muito a ver com egoísmo do que com amor. Quando damos importância superlativa ao outro, estamos, em verdade, tentando nos realizar no outro, nos sentimos importantes tentando mudar o outro ou fazer algo de bom ao outro para nos sentirmos com algum valor. Essa é uma atitude nociva e que reflete a baixa autoestima e a educação que muitos de nós recebemos para agradar os outros se quisermos ser amados.
Essas três ilusões sombrias, quando iluminadas pelo ensino de Jesus de amar ao próximo como a ti mesmo, alinham-se com as leis universais de sabedoria e equilíbrio, colocando-nos a caminho da cura pessoal.
 
 
   
Ermance Dufaux e Wanderley Oliveira (EMOÇÕES QUE CURAM)
 
Imagem: Google


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